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Riscos de Operar um Data Center Sem Sistema de Supressão Ativo

Técnico realizando manutenção em cabos e equipamentos dentro de um data center, ajustando conexões de rede em ambiente crítico.

Operar um Data Center sem um sistema de supressão de incêndio ativo é uma das maiores ameaças à continuidade operacional, segurança das equipes e proteção de ativos críticos. Um único foco de incêndio — causado por curto-circuito, falha elétrica, superaquecimento ou cargas térmicas elevadas — pode comprometer equipamentos, dados, infraestrutura e até provocar perdas irreversíveis para a empresa.

Neste guia completo, você entenderá os riscos reais de manter um Data Center, CPD ou sala crítica sem proteção ativa contra incêndio. Explicaremos por que sistemas como FM-200, HFC-125 e Novec 1230 são indispensáveis, quais normas exigem proteção ativa e quais cenários de falha podem ocorrer quando o ambiente opera sem supressão.

1. Por que é um risco operar sem supressão?

Um Data Center abriga equipamentos de altíssimo valor — servidores, storages, switches, roteadores, UPS, cabeamentos e infraestrutura crítica que sustenta aplicações corporativas e operações 24/7.

Sem um sistema de supressão ativo, qualquer pequeno foco de chamas pode evoluir rapidamente, resultando em:

  • Perda total dos servidores;
  • Paralisação completa das operações;
  • Perda de dados (inclusive backups locais);
  • Risco à vida dos colaboradores;
  • Danos estruturais ao ambiente;
  • Prejuízos financeiros significativos.

Um sistema ativo detecta, identifica e suprime o incêndio de forma automática, impedindo que ele cresça. Quando o sistema está inoperante, não existe qualquer resposta automática — e segundos fazem diferença.

2. Principais riscos para Data Centers sem sistema de supressão

2.1. Perda de equipamentos e infraestrutura

Os equipamentos de TI atingem temperaturas muito altas durante funcionamento. Se um incêndio ocorrer, os danos podem ser:

  • irreversíveis para placas e circuitos;
  • contaminação por fuligem;
  • danos pela temperatura e pela fumaça.

2.2. Paralisação total da empresa

Se o Data Center cair, aplicações essenciais param:

  • Sistemas internos;
  • Sites e servidores web;
  • ERPs e CRMs;
  • Processos de produção conectados;
  • Operações de vendas, logística e atendimento.

2.3. Perda de dados

Mesmo com backup em nuvem, muitos Data Centers ainda utilizam replicação interna. Sem supressão, a perda pode ser total.

2.4. Riscos à vida humana

Sem sistemas automáticos, o combate se torna manual, aumentando drasticamente o risco para equipes de TI e manutenção.

2.5. Danos estruturais

Painéis elétricos, pisos elevados, bandejas e dutos sofrem em segundos com um foco de chamas.

2.6. Multas e não conformidade

Sem supressão ativa, a empresa fica em desconformidade com normas como:

  • ABNT NBR 17240;
  • NFPA 2001;
  • Regras do Corpo de Bombeiros;
  • Normas de auditoria e certificações.

3. Como incêndios começam em Data Centers?

O Data Center não precisa de fogo visível para iniciar um processo de degradação térmica. O risco pode surgir de:

  • curto-circuitos;
  • falha em UPS ou baterias;
  • sobrecarga de tomadas e PDUs;
  • cabeamento danificado;
  • equipamentos superaquecidos;
  • partículas inflamáveis no ar;
  • ar-condicionado inoperante.

Sem supressão ativa, qualquer uma dessas situações pode evoluir para um incêndio severo.

4. Por que Data Centers dependem de agentes limpos?

Data Centers não podem ser apagados com água — isso destruiria os servidores. Por isso, utilizam agentes limpos como:

  • FM-200 (HFC-227ea);
  • HFC-125;
  • Novec 1230.

Esses agentes extinguem o incêndio sem deixar resíduos e sem danificar equipamentos.

Vantagens dos agentes limpos:

  • Resposta automática em segundos;
  • Extinção sem sujeira, água ou fuligem;
  • Segurança para equipamentos sensíveis;
  • Recomendações das normas NFPA e ABNT.

5. Normas que exigem supressão ativa

Operar sem supressão ativa coloca o Data Center fora de conformidade com normas essenciais:

  • ABNT NBR 17240 – Sistemas de detecção e alarme;
  • NFPA 2001 – Sistemas limpos;
  • NR-23 – Proteção contra incêndio;
  • Corpo de Bombeiros – Exigência para AVCB.

Empresas que ignoram essas normas ficam expostas a processos, multas e perda de certificações.

6. Impactos financeiros, operacionais e legais

6.1. Financeiros

Um incêndio pode gerar prejuízos que variam de centenas de milhares a milhões de reais.

6.2. Operacionais

Horas ou dias de indisponibilidade afetam clientes, parceiros e faturamento.

6.3. Legais

Empresas podem ser responsabilizadas civil e criminalmente por negligência.

7. Sinais de que o sistema pode estar inoperante

Os problemas mais comuns incluem:

  • Cilindros descarregados ou fora da pressão;
  • Painel de alarme com falhas;
  • Sistema em modo bypass;
  • Sensores desativados;
  • Teste hidrostático vencido.

8. Como evitar operar sem supressão?

  • Realize manutenções periódicas;
  • Faça a recarga de cilindros quando necessário;
  • Execute teste hidrostático dentro do prazo;
  • Contrate empresas certificadas e qualificadas;
  • Monitore o sistema 24/7.

O FM-200 é um dos agentes mais recomendados para Data Centers. Saiba como ele funciona em nossa página completa: Sistema de Incêndio FM-200 para Data Centers

Perguntas Frequentes

É obrigatório ter sistema de supressão em um Data Center?

Sim. Normas como ABNT, NFPA e Corpo de Bombeiros exigem supressão ativa.

Posso operar apenas com detectores?

Não. Detectores apenas identificam; quem apaga o incêndio é o sistema de supressão.

Qual o melhor agente para Data Centers?

FM-200, HFC-125 e Novec 1230 são os mais indicados, pois não danificam equipamentos.

O que acontece se o sistema estiver inoperante?

O risco de perda total da infraestrutura e paralisação completa aumenta drasticamente.