Rede de Hidrantes: normas, componentes e como é instalada

Rede De Hidrantes M10M

A rede de hidrantes é uma das primeiras coisas que o Corpo de Bombeiros cobra em edificações comerciais, industriais e residenciais de maior porte, e por um bom motivo: é ela que garante água com pressão e vazão adequadas em qualquer ponto de combate, no exato momento em que o fogo não espera. Uma rede mal projetada não avisa que está errada. Ela simplesmente falha na emergência.

Entender o que compõe a rede, quais normas a regulam e como ela é projetada e instalada é essencial para quem responde pela regularização, adequação ou manutenção de uma edificação. Neste artigo você vai conhecer os componentes do sistema, os principais requisitos da NBR 13714 e o que observar na hora de contratar o serviço, sem cair em armadilha.

1. O que é a rede de hidrantes?

A rede de hidrantes é o conjunto de tubulações, hidrantes, válvulas, mangueiras, esguichos e acessórios interligados e dimensionados para fornecer água ao combate a incêndio em uma edificação. Ela faz parte do sistema de combate a incêndio e é instalada de forma permanente, diferente dos extintores portáteis, que são removíveis.

A rede pode reunir hidrantes de parede (os mangotinhos), para uso pelos próprios ocupantes, e hidrantes de coluna, destinados principalmente ao Corpo de Bombeiros. Em muitas edificações, os dois tipos convivem, conforme o projeto técnico. Para enxergar como a rede se integra ao plano de segurança da edificação, veja o conteúdo sobre sistema de combate a incêndio.

2. Qual norma regula a rede de hidrantes?

A rede de hidrantes em edificações é regulada principalmente pela ABNT NBR 13714, que define os critérios técnicos para projeto, instalação, operação e manutenção de sistemas de combate a incêndio por hidrantes e mangotinhos.

Entre os requisitos que a norma estabelece:

  • classificação das edificações por tipo de risco (baixo, médio e alto);
  • número mínimo de hidrantes por área e tipo de edificação;
  • pressão e vazão mínimas nos pontos mais desfavoráveis do sistema;
  • diâmetro mínimo da tubulação para cada classe de risco;
  • especificações das mangueiras e esguichos;
  • requisitos para o reservatório e para a bomba de incêndio;
  • distância máxima entre pontos de combate.

Além da NBR 13714, as normas do Corpo de Bombeiros de cada estado podem trazer exigências adicionais ou mais restritivas. O projeto técnico precisa considerar as duas fontes: ignorar a norma estadual é um caminho garantido para a reprovação.

3. Componentes da rede de hidrantes

Os principais componentes de uma rede de hidrantes são:

  • Tubulação: rede de distribuição de água, geralmente em aço galvanizado, aço carbono com revestimento ou CPVC.
  • Hidrantes de parede (mangotinhos): abrigo metálico fixado à parede, com registro angular, mangueira semi-rígida ou flexível e esguicho.
  • Hidrantes de coluna: equipamento externo, em calçada ou área externa, com saídas para as mangueiras do Corpo de Bombeiros.
  • Conexões de recalque: ponto de abastecimento externo para o Corpo de Bombeiros pressurizar a rede.
  • Válvulas de controle: permitem isolar trechos da rede para manutenção sem parar o sistema inteiro.
  • Bomba de incêndio: quando a pressão da rede pública não é suficiente.
  • Reservatório exclusivo de incêndio: reserva de água separada do uso geral da edificação.

4. Tipos de ponto de combate: hidrante de parede e de coluna

Hidrante de parede (mangotinho)

Instalado dentro da edificação, em abrigo fixado na parede. É composto por registro angular, mangueira e esguicho, e serve ao uso pelos ocupantes ou pela brigada de incêndio nos primeiros momentos do combate.

A mangueira pode ser semi-rígida (aduchada) ou flexível (em palheta). A escolha depende da classe de risco da edificação e das exigências do Corpo de Bombeiros. Para conhecer os diferentes modelos disponíveis, veja o conteúdo sobre tipos de hidrante.

Hidrante de coluna

Instalado externamente, em calçadas ou áreas próximas à fachada. Tem saídas de maior diâmetro para conexão das mangueiras do Corpo de Bombeiros, usadas em combates de maior porte que excedem a capacidade dos hidrantes internos.

5. Tubulação: materiais e dimensionamento

A tubulação deve ser dimensionada para garantir pressão e vazão mínimas em todos os pontos de combate, mesmo com vários hidrantes em uso ao mesmo tempo. Não é onde se deve economizar por conta própria.

Os materiais mais utilizados são:

  • Aço galvanizado: material tradicional, com boa resistência mecânica e durabilidade. Exige soldagem ou conexões roscadas.
  • Aço carbono com revestimento: usado em sistemas que exigem maior resistência à pressão.
  • CPVC (cloreto de polivinila clorado): usado em sistemas de menor pressão, com instalação mais rápida e menor custo de mão de obra.

O diâmetro é definido no projeto a partir do cálculo hidráulico, que considera a vazão necessária, a extensão da rede, a pressão disponível e as perdas de carga do sistema.

6. Bomba de incêndio e reservatório exclusivo

Quando a pressão e a vazão da rede pública não bastam, entra a bomba de incêndio, que garante o funcionamento do sistema nas condições hidráulicas exigidas pelo projeto, independentemente da rede. Entenda melhor esse equipamento no conteúdo sobre bomba de incêndio.

O reservatório exclusivo de incêndio é uma reserva de água separada do uso geral da edificação, dimensionada para garantir a autonomia do sistema pelo tempo mínimo exigido pela norma, em geral 30 ou 60 minutos, conforme a classe de risco.

7. Como é feita a instalação?

A instalação da rede de hidrantes segue as etapas definidas no projeto técnico:

  • levantamento técnico da edificação e elaboração do projeto com cálculo hidráulico;
  • definição da rota da tubulação, posicionamento dos hidrantes e das conexões de recalque;
  • instalação da tubulação, com fixação em paredes, forros e shafts;
  • instalação dos abrigos, hidrantes, válvulas e acessórios;
  • instalação da bomba de incêndio e do reservatório, quando necessários;
  • teste hidrostático da rede para verificar vazamentos e resistência da tubulação;
  • teste de funcionamento do sistema completo;
  • emissão do laudo técnico e suporte à aprovação pelo Corpo de Bombeiros.

Em obra nova, a instalação pode entrar no cronograma da construção, o que facilita a passagem da tubulação e reduz o custo. Em edificação pronta, é preciso abrir trechos de parede, forro ou piso, o que exige mais tempo e técnica. Planejar cedo, de novo, é dinheiro no bolso.

8. Manutenção e inspeção periódica

A rede precisa de manutenção e inspeção periódica para que todos os componentes estejam prontos quando forem acionados. Entre as ações recomendadas:

  • inspeção visual mensal dos abrigos, mangueiras, esguichos e registros;
  • teste semestral de pressão e funcionamento do sistema;
  • substituição de mangueiras e esguichos com sinais de desgaste ou vencimento;
  • teste anual da bomba de incêndio, com verificação do painel de comando;
  • verificação do nível e da qualidade da água no reservatório exclusivo.

A falta de manutenção resulta em duas coisas que ninguém quer: falha crítica na hora da emergência e perda do AVCB na vistoria do Corpo de Bombeiros. Para entender os custos do sistema, veja o conteúdo sobre quanto custa instalar sistema de hidrantes.

9. Como a M10M pode ajudar?

A M10M projeta e instala redes de hidrantes em todo o Paraná e no norte do Mato Grosso, incluindo Sinop e região, com elaboração de projeto técnico, fornecimento de materiais, instalação, testes e emissão de laudo técnico para aprovação no Corpo de Bombeiros.

Para sistemas com bomba de incêndio, a M10M disponibiliza o acionador manual de motobomba M10M, compatível com sistemas de hidrantes de combate a incêndio. A empresa atende edificações de diferentes portes e segmentos: empresas, indústrias, condomínios, hospitais, shopping centers, galpões e imóveis comerciais.

Não espere a notificação do Corpo de Bombeiros chegar: entre em contato e solicite levantamento técnico e orçamento. Para mais informações sobre o sistema completo, veja o conteúdo sobre sistema de hidrantes.

Perguntas Frequentes

O que é rede de hidrantes?

A rede de hidrantes é o conjunto de tubulações, hidrantes, válvulas, mangueiras, esguichos e equipamentos de combate interligados e dimensionados para fornecer água para o combate a incêndio em uma edificação, conforme as exigências da NBR 13714.

Qual é a norma que regula a rede de hidrantes?

A rede de hidrantes em edificações é regulada pela ABNT NBR 13714, que define os critérios de projeto, instalação, operação e manutenção de sistemas de combate a incêndio por hidrantes e mangotinhos.

Quais são os componentes da rede de hidrantes?

Os principais componentes são: tubulação (aço galvanizado ou CPVC), hidrantes de parede (mangotinhos), hidrantes de coluna, conexões de recalque, mangueiras, esguichos, abrigos, válvulas e, quando necessário, bomba de incêndio e reservatório exclusivo.

Com que frequência a rede de hidrantes deve ser inspecionada?

A NBR 13714 recomenda inspeções periódicas do sistema, incluindo verificação visual dos abrigos e equipamentos, teste de pressão e funcionamento semestral ou anual e substituição de mangueiras e esguichos conforme o desgaste.

Qual é a diferença entre hidrante de parede e hidrante de coluna?

O hidrante de parede (mangotinho) é instalado dentro da edificação, em abrigos fixados na parede, com mangueira e esguicho para uso pelos ocupantes. O hidrante de coluna é instalado externamente, destinado ao uso pelo Corpo de Bombeiros no combate a incêndios de maior porte.

A M10M instala rede de hidrantes no Paraná?

Sim. A M10M projeta e instala redes de hidrantes em todo o Paraná e no norte do Mato Grosso, incluindo Sinop e região, com projeto técnico, fornecimento de materiais e laudo técnico para aprovação no Corpo de Bombeiros.